Aposentada sofre com dores crônicas há 5 anos enquanto aguarda por cirurgia em SP

 



A aposentada Marly Francisco, de 60 anos, espera há cinco anos por uma cirurgia na perna direita devido a um desgaste na cartilagem do fêmur, que causa dores severas. Desde então, ela vem sofrendo muito e tem dias em que mal consegue andar. A família busca entender o motivo da demora no agendamento do procedimento.

A filha Mirna Felisberto, de 37 anos, conta que a mãe sempre foi uma mulher muito ativa, que adorava trabalhar. Mas, começou a enfrentar problemas ortopédicos em 2007, quando foi diagnosticada com um desgaste no fêmur na perna esquerda. Foram mais de sete anos, até que conseguiu passar pela primeira cirurgia, no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos.

Porém, durante o tratamento, foi identificado o mesmo problema do lado direito e, por isso, a aposentada precisou retornar à fila de espera em 2015, para passar por um novo procedimento. Porém, até o momento, a cirurgia não foi marcada. De acordo com Mirna, a mãe fez os exames necessários, no entanto, ao conseguir consulta com o especialista, eles já haviam perdido a validade e é preciso começar tudo do zero.

"Se somar tudo, já são 12 anos de espera, cheios de dores. É muito sofrimento. Agora, como uma perna já tem a prótese e a outra não, ela acaba ficando torta e, por isso, já está tendo problemas na coluna. Depois de fazer a cirurgia na perna esquerda, ela ainda terá que fazer um reparo na outra prótese, porque tem um tempo de duração".

Mirna conta que Marly precisa passar pela cirurgia o quanto antes, para conseguir ter uma melhor qualidade de vida. De acordo com ela, tem dias que a aposentada mal consegue levantar da cama, de tantas dores. Enquanto isso, como os medicamentos orais não fazem mais efeito, ela precisa ir com frequência ao hospital para tomar fortes injeções. "Quanto mais tarde ela fizer o procedimento, pior vai ser, porque outros problemas de saúde vão começar a aparecer. A médica explicou que ela está com tanta dor que já está até sofrendo de pressão alta", finaliza.

A Secretaria de Estado da Saúde explica que o caso ortopédico da paciente foi regulado pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) para a Santa Casa de Santos, em agosto de 2019. De acordo com Mirna, nessa data, a mãe passou por uma consulta na unidade, mas não teve sua cirurgia agendada.

A Santa Casa de Santos, por meio de sua assessoria de comunicação, informa que a demanda de cirurgias aumentou devido à pandemia, e aos poucos os casos estão sendo agendados. Por causa das restrições da Covid-19, as cirurgias estão sendo realizadas dentro das limitações impostas para preservar a saúde de todos. A Santa Casa de Santos enfatiza que, por ser a principal referência, tem uma demanda muito grande. Como a paciente é de outro município, o próprio estado poderia redirecionar o caso para outra unidade de saúde que possa atender com maior brevidade.


Fonte: G1

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